quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

INSÔNIA - COMO DORMIR MELHOR

Cerca de 10% dos adultos apresentam algum problema para dormir, manter um sono tranquilo ou acordar descansado. Mudanças simples na sua rotina podem ajudá-lo a dormir melhor.

1. Não tome produtos com cafeína horas antes de dormir.


A cafeína é um estimulante presente no café, alguns chás e refrigerantes e mesmo no chocolate da sua sobremesa. O melhor é não ingerir cafeína por pelo menos quatro horas antes de ir deitar.

2. Durma e acorde todos os dias em horários semelhantes.

Evite as grandes mudanças na sua rotina, procurando dormir e acordar sempre no mesmo horário.  Isto ajuda a organizar os ciclos de sono e vigília.

3. Tente separar o sono do estresse.


Para ter um sono mais tranquilo evite discussões sobre despesas domésticas, trabalho ou relacionamentos à noite. Deixe estes assuntos para as manhãs ou veja mesmo se precisam ser conversados.

À noite, para evitar o estresse, procure atividades prazerosas como ouvir música, ler um livro, meditar, etc.

4. Sua cama deve ser um lugar para dormir.

Evite outras atividades como ver TV, ler ou trabalhar na cama. Faça estas atividades em um outro local e deixe sua cama para descansar.

5. Faça as atividades físicas pela manhã.

Algumas pessoas ficam excitadas ao fazerem atividades físicas próximas ao horário de dormir. Para evitar isso, escolha um horário para se exercitar pela manhã ou até no fim da tarde. Deixe a noite para ocupações mais tranqüilas.

6. Descanse por pelo menos 30 minutos após o almoço.

Dormir um pouco após o almoço melhora a atenção e traz benefícios psicológicos. Não prolongue muito este período de descanso para não atrapalhar o sono noturno.

7. Não fume.

Entre outros danos à saúde, o cigarro atrapalha o sono. A nicotina é um estimulante e pode mantê-lo acordado. Evite o tabagismo.

Fonte: ABC.MED.BR, 2010. Insônia. Como dormir melhor?

terça-feira, 16 de novembro de 2010

ALIADOS DA SAÚDE

A máxima você é o que você come mostra-se cada vez mais verdadeira; afinal, os quilinhos extras sempre têm uma origem: o ataque à geladeira durante a madrugada, a paixão por chocolates, a macarronada de domingo... Então, que tal melhorar a alimentação e, de quebra, ficar mais saudável e em forma?

Para esses resultados tão sonhados se tornarem reais, nada de mágica. A receita inclui exercícios físicos, dieta balanceada e consumo de alimentos funcionais, aqueles que contêm bioativos capazes de melhorar o funcionamento e a resistência do organismo.

"Essas substâncias atuam no processo metabólico do corpo e podem dificultar a absorção do colesterol, melhorar a resposta imunológica do indivíduo e diminuir a incidência de algumas doenças, como câncer e problemas cardiovasculares", explica Inar Alves de Castro, engenheira agrônoma, mestre e doutora na área de Alimentos e Nutrição, e professora do Departamento de Alimentos e Nutrição Experimental da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP.

Presente naturalmente em alguns alimentos como a soja, as frutas e os vegetais, esses bioativos também podem ser adicionados artificialmente em produtos como margarina, leite e iogurte ou ser comercializados na forma de suplemento alimentar, como cápsulas e comprimidos.

Mas, afinal, como agem esses alimentos? "O bioativo fitosterol, por exemplo, presente em algumas margarinas enriquecidas artificialmente, ocupa o lugar das moléculas de colesterol e impede que elas sejam absorvidas pelo intestino", exemplifica Inar Castro.

Além dos efeitos terapêuticos, muitos alimentos funcionais têm ação antioxidante, ou seja, combatem os radicais livres, principais vilões do envelhecimento. "Há alimentos que contêm substâncias antioxidantes, porém, não existe consenso científico quanto a essa propriedade. Muitas pesquisas são realizadas, até pelo interesse comercial desses bioativos, mas ainda não temos nenhum estudo conclusivo que aponte, por exemplo, quantidades necessárias, periodicidade etc", alerta a especialista.

Saúde versus Hábito

Para obter todos os benefícios que os alimentos funcionais têm a oferecer, é preciso consumi-los com regularidade e nas porções recomendadas. "Os peixes marinhos, ricos em Ômega 3, devem ser consumidos três vezes por semana. Além da quantidade, o preparo também é importante. Não se deve usar mais do que uma colher de sopa de óleo, preferencialmente o de canola", recomenda Jocelem Mastrodi Salgado, doutora e professora em Nutrição Humana da Esalq -USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), além de fundadora e presidente da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais.

No caso da soja, o consumo ideal é de 25 gramas por dia. "A soja é um alimento indicado principalmente para as mulheres, pois reduz a incidência de cânceres de colo de útero, de mama e de endométrio, diminui os sintomas da menopausa e favorece a saúde óssea. Já o tomate, rico em licopeno, é bastante recomendado para os homens, pois reduz o risco de câncer de próstata", explica Jocelem.

A especialista alerta ainda para a importância dos rótulos dos produtos. "O consumidor não pode comprar um alimento simplesmente por achar que contém determinada substância. É preciso conferir o rótulo e ver os componentes que se destacam, as quantidades e a funcionalidade", conclui.

Confira as principais substâncias bioativas dos alimentos funcionais:

- Ácidos Graxos Ômega 3: presentes em peixes marinhos como salmão, sardinha, atum e arenque, reduzem o colesterol e os triglicerídeos, e têm potente ação anti-inflamatória.

- Proteína de Soja: encontrada na soja e em seus derivados, exceto no óleo de soja e no molho tipo shoyu, reduz os níveis de colesterol e de doenças cardiovasculares.

- Isoflavona + Proteína de Soja: presentes na soja e em seus derivados,reduzem o colesterol, diminuem os riscos de câncer de endométrio, de mama e de colo de útero, minimizam os sintomas da menopausa e favorecem a saúde óssea.

- Fitosterol: presente nos óleos vegetais, na margarina, no leite e nos iogurtes, reduz o colesterol e o risco de doenças cardiovasculares.

- Prebióticos: encontrados principalmente na chicória, no alho, na cebola e na banana, estimulam o funcionamento gastrointestinal, fortalecem o sistema imunológico e funcionam como substrato para o desenvolvimento dos probióticos.

- Probióticos: comuns no leite fermentado e nos iogurtes, estimulam as funções gastrointestinais, previnem a constipação, melhoram a absorção do cálcio e ativam a lactase (enzima capaz de "quebrar" açúcares como a lactose).

- Licopeno: comum no tomate vermelho, na goiaba vermelha, no pimentão vermelho e na melancia, tem ação antioxidante, baixa os níveis de colesterol, diminui os riscos de doenças cardiovasculares e reduz o risco de câncer de próstata.

- Catequinas: presentes no chá verde, no vinho tinto e em frutas como cereja, amora, framboesa e uva roxa, reduzem o colesterol, têm propriedades antioxidantes e auxiliam na queima de gordura.

- Fibras solúveis: comuns na aveia, na manga e na laranja, atuam na parte superior do intestino e retardam o esvaziamento gástrico, aumentando a sensação de saciedade e diminuindo a concentração de glicose e colesterol na corrente sanguínea.

- Fibras Insolúveis: presentes nos cereais integrais e nos farelos, atuam na parte inferior do intestino e estimulam a atividade intestinal, reduzindo a incidência do câncer de cólon e de constipação.

Fonte: http://www.guiadasemana.com.br/Sao_Paulo/Mulher/Noticia/Aliados_da_saude.aspx?ID=68941

MITOS X VERDADES

Essa época do ano é sempre tomada por novidades do setor das dietas. Com a proximidade do verão, as mulheres começam a investir nos fantásticos regimes que prometem perder alguns quilinhos em um passe de mágica. Lembra-se da moda da dieta da Lua? E a da proteína? Modismos para emagrecer são constantes e, cada vez que surge uma novidade, as mulheres parecem ter encontrado o Santo Graal do emagrecimento.

O consumo de certos alimentos, como o abacaxi, limão e chás também aparece nesse rol de indicações populares para se perder peso. É difícil encontrar uma mulher que queira emagrecer e que nunca tenha experimentado alguma dessas dietas ou até mesmo todas elas. Mas, em muitos casos, não há sucesso e as mulheres não conseguem atingir seu peso ideal.

Sem truques

Uma das justificativas para isso é que não existem muitos milagres na hora de enxugar a barriga. A prática de exercícios físicos e a alimentação balanceada são os dois pilares que sustentam a perda e a manutenção do peso. Outra explicação é que a maioria dessas dietas milagrosas não passam de mitos e acabam prejudicando a sua saúde.

Assim, para separar o joio do trigo, nesse caso, as mentiras e as verdades para emagrecer, o Guia da Semana recrutou suas leitoras e selecionou algumas dúvidas que elas tinham sobre o tema.  A nutricionista Lara Natacci Cunha, especializada na área de dietoterapia, respondeu algumas perguntas das internautas e desvendou os mitos e as verdades do emagrecimento.

Dúvidas frequentes

É preciso, realmente, comer de três em três horas para conseguir emagrecer?

Verdade. Mas, o principal problema é o jejum prolongado. Ficar muito tempo sem comer - mais de quatro horas - faz com que o organismo diminua o gasto de energia e desacelere o metabolismo, tornando mais difícil a perda de peso. Isso também pode gerar um descontrole na próxima refeição, em função da fome aumentada. Além disso, estudos indicam que ficar mais de quatro horas sem se alimentar pode gerar o aumento de nível do cortisol, o hormônio do estresse, e aumentar a ansiedade e, consequentemente, elevar a quantidade de alimentos consumidos por pessoas que comem por compulsão e estresse.

Fazer as refeições e, ao mesmo tempo, consumir líquidos faz engordar mais?

Verdade. O líquido ingerido junto com a refeição pode causar a falsa sensação de plenitude e dilatar o estômago. Além disso, esse hábito também pode dificultar bastante a digestão, dependendo do tipo de líquido que se consome.

Comer salada de nabo japonês cru, temperada com limão e sal ou com pasta de soja, nas principais refeições faz perder alguns quilos?

Mito. Não existe nenhuma comprovação científica neste sentido.

Estou tomando ração humana, batida com leite desnatado e frutas, todas as noites e estou emagrecendo. É preciso parar de tomar por um tempo para potencializar o efeito?

Mito. Se forem usados os ingredientes adequados e de qualidade, a ração humana funciona como um complexo de fibras e farelos nutritivos. O consumo pode ser diário e não há necessidade de interromper a ingestão, exceto quando existe alguma advertência médica que restringe o consumo de fibras ou de algum componente da mistura.

Tomar chá verde de cinco a dez minutos antes das principais refeições ajuda a eliminar alguns quilos?

Verdade. Para que o chá verde exerça seu efeito termogênico - de aumento de gasto de energia - é necessário tomar pelo menos de cinco a seis xícaras, por dia, do chá forte, preparado com a erva. O horário de consumo pode ser aleatório, mas a ingestão do líquido deve ser feita com moderação por pessoas hipertensas.

Ingerir uma xícara de café de suco de limão puro todos os dias faz emagrecer?

Mito. Não há comprovação científica em relação à eficácia do uso do limão para o emagrecimento.

Saiba mais

Outra especialista, que auxiliou as leitoras do Guia da Semana na tarefa de descobrirem se as dietas populares para emagrecer são eficazes, foi a nutricionista do Hospital Badim, do Rio de Janeiro, Lúcia Reis.

Deixar de comer carboidrato depois das 18 horas realmente emagrece? Pois, tenho um amigo que está fazendo o Regime da Mandioca, mas mandioca é carboidrato e ele está emagrecendo.

Mito. O funcionamento do metabolismo diminui depois das 18 horas, assim é recomendado reduzir a quantidade geral da ingesta de alimentos. Não é proibido o consumo de carboidratos à noite, mas deve-se ter um equilíbrio total na dieta. Não adianta deixar de comer esse alimento depois das 18 horas e exagerar no café da manhã e no almoço.

O consumo da quitosana - um tipo de fibra animal - realmente emagrece?

Verdade. A quitosana ajuda a aumentar um pouco o conteúdo do estômago, oferecendo a sensação de saciedade mais rápido, diminuindo a vontade de comer e, assim, contribuindo na perda de peso.

Tomar, em jejum, água com berinjela e limão é bom para emagrecer e controlar o colesterol?

Mito. O consumo apenas da berinjela, em qualquer horário do dia, atua na absorção de glicose do organismo, auxiliando no controle do colesterol. Mas, é preciso que exista um equilíbrio na dieta para emagrecer e que o foco não seja apenas um alimento ou uma mistura para conseguir perder peso.

Consumir uma colher de sopa feijão branco desidratado e triturado todos os dias auxilia na perda de peso?

Mito. A informação não tem fundamento, pois o feijão é um tipo de carboidrato e não possui essa função.

Tomar uma colher de sopa de vinagre de maça antes das principais refeições ajuda a eliminar gorduras localizadas?

Mito. Não existe nenhuma comprovação científica sobre isso e gordura localizada perde-se apenas com uma dieta balanceada aliada à atividade física.

Fonte: http://www.guiadasemana.com.br/Sao_Paulo/Mulher/Noticia/Mitos_X_Verdades.aspx?ID=68887

domingo, 24 de outubro de 2010

AS VÁRIAS PROPRIEDADES BENÉFICAS DO AÇAÍ

Seja por seu sabor peculiar, seja por seu alto valor nutritivo, a polpa do açaí caiu no gosto popular. E foi o amplo consumo da fruta no país e sua riqueza nutritiva que estimularam o professor Roberto Soares de Moura, pesquisador da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e reitor do Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (Uezo), a investigar em laboratório suas propriedades farmacológicas. O resultado não poderia ser melhor: ficou comprovado que o extrato do caroço do açaí é anti-hipertensivo, reduz o nível de colesterol do sangue e diminui a resistência insulínica. O estudo faz parte do projeto “Aspectos Farmacológicos do Extrato do Açaí (Euterpe oleracea Mart.): Efeitos Cardiometabólicos e no Sistema Nervoso Central”, apoiado pelo edital Pensa Rio, da FAPERJ.

Da primeira vez que Roberto Moura estudou o açaí em laboratório, usou a polpa congelada que conseguiu numa lanchonete perto de casa, tamanho o seu empenho em descobrir as propriedades da fruta. Depois de observar seu efeito vasodilatador, o pesquisador conseguiu unidades da fruta inteira com seu ex-aluno de mestrado, o professor Pergentino José Cunha Souza, da Universidade Federal do Pará (UFPA), enviadas via sedex. “Fiz três extratos: um somente da polpa, outro da fruta inteira e um terceiro usando apenas o caroço. Ao verificar a ação vasodilatadora em ratos, para minha surpresa, constatei que o extrato mais ativo foi o obtido do caroço. Ele é mais potente, inclusive, como antioxidante, devido à quantidade e à qualidade de polifenóis – substâncias com ação contra os radicais livres, também encontradas nas uvas viníferas", afirma Roberto.

A partir dessa descoberta, os estudos do pesquisador se concentraram no extrato do caroço de açaí. Depois de uma série de experimentos em laboratório, ele constatou que, por sua ação vasodilatadora, o composto pode ser utilizado como anti-hipertensivo. O pesquisador e sua equipe também conseguiram provar que o extrato diminui o colesterol. E, além disso, reduz a resistência à insulina no organismo. "O extrato tem efeito celular, ativando o transportador da glicose, o glut 4. Nas pessoas com diabetes ou com síndrome metabólica, este receptor da insulina fica meio ‘adormecido’ e acaba não ativando adequadamente o transporte de glicose para o interior das células”, explica. A síndrome metabólica pode ser considerada uma doença da civilização moderna, pois é caracterizada pela associação de fatores de risco, como a obesidade, a alimentação inadequada, sedentarismo, maior incidência de doenças cardiovasculares (ataques cardíacos e derrames cerebrais), e diabetes.

Por suas propriedades, o extrato de açaí pode ter aplicações diversas. Está em testes, por exemplo, o efeito cicatrizante do uso do extrato em forma de pomada. Ao verificar os efeitos antiinflamatório e antioxidante do extrato, o pesquisador também está testando sua utilização como enxaguatório bucal, para tratar periodontites e outras inflamações da boca. "Já firmamos parceria com um laboratório para desenvolver estes produtos."

Certo da ação antiinflamatória e antioxidante do extrato do caroço de açaí, Roberto Moura resolveu testar sua eficácia contra um dos males que atingem milhares de brasileiros: o enfisema pulmonar – doença inflamatória e obstrutiva crônica, em que o tecido do pulmão é gradativamente obstruído, provocada, na maioria dos casos, pelo tabagismo. “Como as causas do enfisema são inflamatórias, associadas a um grande estresse oxidativo, face à grande quantidade de radicais livres encontrados na fumaça do cigarro e ainda, gerados na própria estrutura, estamos testando a eficácia das propriedades antiinflamatórias e antioxidantes do extrato de açaí para reduzir as consequências da doença”, explica.

"Como nenhum fumante tomaria açaí antes de fumar um cigarro, optei por uma solução mais radical. Resolvi misturar o extrato do caroço de açaí ao cigarro”, diz. Para testar a novidade, Roberto Moura fez, durante dois meses, um experimento com ratos de laboratório. Um grupo de animais foi exposto à fumaça de cigarro comum, outro grupo foi exposto à fumaça de cigarro contendo extrato de caroço de açaí, e um terceiro grupo, denominado grupo-controle, foi exposto ao ar ambiente.

“Enquanto o pulmão dos animais expostos à fumaça de um cigarro comum tinha um número de radicais livres elevadíssimo, inflamação profunda nos alvéolos e lesões tipo enfisematosas, os ratos que respiraram a fumaça de cigarro com extrato do açaí quase não apresentaram lesões. E dois meses de fumaça de cigarro representam um período muito longo para os roedores", explicou. Segundo o pesquisador, o trabalho foi apresentado num congresso na Dinamarca e será publicado em periódico científico de circulação internacional.

O pesquisador pretende ver, futuramente, o extrato de caroço de açaí sendo comercializado em diferentes formas – em cápsulas, pomadas ou mesmo no filtro dos cigarros – nas farmácias e lojas do País. Para isso, está procurando laboratórios para estabelecer parcerias. “Além dos comprovados efeitos benéficos para a saúde, uma de suas grandes vantagens será o preço, pois toneladas de caroço de açaí são jogadas fora sem nenhuma utilização. E tudo isso poder ser aproveitado em benefício da saúde”, conclui.

fonte: http://www.faperj.br/boletim_interna.phtml?obj_id=6701

quarta-feira, 19 de maio de 2010

DIMINUIR O SAL DA DIETA REDUZ O NÚMERO DE EVENTOS CARDIOVASCULARES E A MORTALIDADE. MESMO UMA REDUÇÃO MODESTA DE UM GRAMA AO DIA JÁ É BENÉFICA À SAÚDE

Reduzir o sal na dieta pode melhorar a saúde pública, segundo pesquisa publicada no New England Journal of Medicine, mas é um desafio. Em parte porque 75 a 80% do sal consumido por norte-americanos vem de comidas processadas, e não da adição de sal durante o consumo ou na preparação de alimentos.

Uma redução de até 3 gramas de sal ao dia (1200mg de sódio por dia) pode diminuir o número de casos anuais de doenças cardiovasculares1. A pesquisa realizada estimou uma redução anual para:

    * Doenças coronarianas: de 60 mil a 120 mil casos
    * Acidente vascular cerebral2: de 32 mil a 66 mil casos
    * Infarto do miocárdio3: 54 mil a 99 mil casos
    * Número de mortes por qualquer causa: de 44 mil a 92 mil casos

Toda a população sairia ganhando, principalmente os negros. As mulheres se beneficiariam particularmente com a redução de acidente vascular cerebral. Os idosos, com a diminuição de eventos coronarianos. No caso dos adultos jovens, calcula-se uma queda nas taxas de mortalidade. A melhoria na saúde cardiovascular seria semelhante a uma grande redução no consumo de cigarro, na obesidade e dos níveis de colesterol.

Retirar da dieta 3 gramas de sal ao dia pode levar a uma economia de 10 a 24 bilhões de dólares nos custos com cuidados de saúde anualmente. Mesmo uma redução modesta de 1 grama7 por dia, adquirida gradualmente entre 2010 e 2019,  seria mais efetiva que o uso de medicações para reduzir a pressão arterial nas pessoas hipertensas.

Este estudo não levou em consideração como esta redução pode ajudar as crianças, ou que o fato de diminuir o sal pode reduzir o risco de câncer no estômago, doenças renais, insuficiência cardíaca e osteoporose.


Fonte consultada:
New England Journal of Medicine, de 20 de  janeiro de 2010

CARBOIDRATOS PROCESSADOS PODEM AGREDIR MAIS O CORAÇÃO DO QUE AS GORDURAS SATURADAS

Desde 1970 os americanos reduziram a porcentagem de calorias provenientes de gorduras saturadas, mas os índices de obesidade durante este período mais do que dobraram. Os índices de diabetes triplicaram e as doenças cardíacas ainda são a maior causa de morte na população.

Pesquisas recentes, incluindo uma meta-análise de mais de uma dúzia de estudos, sugerem que os carboidratos processados, os quais muitos americanos comem hoje em dia no lugar das gorduras saturadas, podem aumentar o risco de obesidade, diabetes e de doenças cardíacas mais do que a ingestão de gorduras saturadas - um achado que tem implicações sérias para os novos guidelines aguardados para este ano.

Em março, o American Journal of Clinical Nutrition publicou uma meta-análise que relacionou os hábitos alimentares de aproximadamente 350 mil pessoas e o risco de desenvolver doenças cardiovasculares durante um período de 5 a 23 anos. A análise, coordenada por Ronald M. Krauss, diretor de pesquisas sobre aterosclerose do Children's Hospital Oakland Research Institute, não encontrou associações entre a quantidade de gorduras saturadas consumidas e o risco de doenças cardiovasculares.

Meir Stampfer é professor de nutrição e epidemiologia da Harvard School of Public Health e um dos autores de um estudo publicado no New England Journal of Medicine que acompanhou 322 obesos por dois anos quando eles adotaram uma das três dietas: dieta de baixo consumo de gorduras - dieta de restrição calórica baseada no guideline da American Heart Association; dieta Mediterrânea - dieta de restrição calórica rica em vegetais e pobre em carnes vermelhas; dieta com baixo consumo de carboidratos, sem restrição calórica. Embora os que fizeram a dieta com baixo consumo de carboidratos tenham comido mais gorduras saturadas, eles terminaram o estudo com os níveis mais saudáveis de HDL10 e LDL coleterol e perderam duas vezes mais peso do que os que ingeriram pouca gordura saturada.

No Journal of the American Medical Association, outro estudo avaliou 65 mil mulheres e observou que as que ingeriram carboidratos  mais rapidamente absorvidos - os quais têm alto índice glicêmico - tinham uma probabilidade 47% maior de adquirir diabetes mellitus tipo 2 do que aquelas que ingeriram alimentos de índices glicêmicos baixos (a quantidade de gordura ingerida não afetou o risco de diabetes).

Ainda não se sabe se estas observações farão parte do Dietary Guidelines for Americans de 2010, atualizado a cada cinco anos. Até o momento, a recomendação americana é de limitar a ingestão calórica como um todo, independente da fonte.

Ninguém está dizendo que as pessoas devem começar a ingerir gorduras saturadas em qualquer quantidade. O que está sendo mostrado é que as gorduras saturadas podem ser neutras, comparadas aos efeitos dos carboidratos processados e açúcares refinados como os encontrados em alguns cereais, pães, massas e biscoitos. Substituir gorduras saturadas por carboidratos de alto índice glicêmico pode não só não trazer benefícios, como, pelo contrário, causar danos ao organismo.

Fonte: Scientific American de maio de 2010

UMA NOITE MAL DORMIDA PODE DIMINUIR A SENSIBILIDADE À AÇÃO DA INSULINA NO ORGANISMO

Estudo publicado no The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism mostra que mesmo uma única noite mal dormida pode dificultar a habilidade do organismo em usar a insulina.

Pesquisadores do Leiden University Medical Center realizaram um estudo, com pequeno número de indivíduos saudáveis, observando-os após uma noite de oito horas de sono e novamente após uma noite de quatro horas de sono. A restrição parcial do sono durante uma única noite reduziu alguns tipos de sensibilidade à ação da insulina1 em cerca de 19 a 25%. Baseado nestes achados, os autores relatam que a sensibilidade à insulina1 pode não ser pré-determinada em indivíduos saudáveis, mas ser resultado da duração do sono.

Este é o primeiro estudo a avaliar os efeitos da privação de sono, durante uma única noite, em relação à ação da insulina1 no organismo. Esta pode ser uma explicação para o aumento da resistência insulínica e o maior número de diabetes mellitus2 observado. No entanto, estudos com a participação de maior número de indivíduos são necessários.

Fonte: The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism